COMO ESTE PROGRAMA FUNCIONA?

Um estudo que contraria as verdades incontestáveis da ciência arcaica, muitas vezes, cética para as influencias dos sentimentos e impactos emocionais por trás dos sintomas e patologias.
Uma forma prática de encontrar a raiz do sintoma físico ou emocional do paciente/cliente já na primeira sessão e ajuda-lo a virar a página do conflito em até 2 sessões.
Um conhecimento que traz esperança aos profissionais da saúde, aos amantes da vida por meio de uma aplicação simples e prática de estudos que revelam os porquês dos sintomas físicos e emocionais.
Um caminho para uma prática clínica que seja menos árida e mais humana, que enxerga no outro a fonte para as explicações de suas próprias dores a partir de sua história de vida de uma forma lógica e aplicável.
João da Silva
QUEM SÃO OS 
CRIADORES DA TÉCNICA DO BIOALINHAMENTO?

“A nossa inquietude é para quebrar barreiras”

Por Marla Santos

A chegada

“Eu dormia entre meus pais porque não produzia calor suficiente”, diz Adaylton Leonel, ao ser perguntado sobre o seu nascimento. “Fomos desenganados”, completa o irmão Adalton. A gravidez, desde o início foi cercada de dúvidas. Pais de duas meninas de 10 e 7 anos, Anain de Souza e Hermelinda Leonel não esperavam uma terceira gestação.O crescimento da barriga surpreendia o casal e o médico, que chegou a desconfiar de um tumor e, por isso, pediu um ultrassom. Confirmada a gestação gemelar, vieram a alegria e a preocupação. Os recursos da família não eram muitos e duas crianças, de uma vez, significavam um esforço a mais para o sustento de todos. O nascimento prematuro também trouxe momentos difíceis. “As pessoas diziam pra nossa mãe que não íamos sobreviver e ela ficava muito triste, lembra Adalton, 10 minutos mais velho que Adaylton.

“Ou os dois ou nenhum”

A adolescência trouxe um grande desafio para os gêmeos: perceber que não eram “um só”. As memórias da “grande descoberta” vêm acompanhadas de mais uma das histórias muito engraçadas que a dupla conta com naturalidade. “fizemos um teste para o time de basquete da escola e só o Adalton passou. Eu não conseguia entender: a gente era igual, não tinha como ter acontecido uma coisa dessas”. Adaylton aproveita para emendar uma piada: “Sem mim, o time não prosperou”. Logo, a escola formou um time de vôlei e aí os dois passaram: “tudo voltou ao normal.” Se na juventude o esporte já era fundamental, nos tempos de hoje, ele segue unindo os irmãos.

A adolescência também trouxe a escolha da profissão. Adalton e Adaylton respondem quase em uníssono: “apenas pensamos: o que nós vamos fazer? Não havia nenhuma possibilidade de não estarmos na mesma profissão”.

Os anos na Faculdade de Fisioterapia passaram depressa, mas não sem dificuldades. Adalton lembra que o pai vendeu o carro no último ano do curso para concluir as despesas. “Foi difícil, mas assim que conseguimos emprego, assumimos o financiamento”. Com o fim do curso, a felicidade do emprego, porém, uma outra parte da notícia tinha que ser dada à mãe. “Fomos pra Paranaguá, a 1.000 km de casa”.

O começo da carreira trazia o salário ainda baixo, como o de qualquer iniciante. A inquietude, velha amiga da dupla, deu a coragem para Adaylton tomar uma decisão difícil. Aceitar um emprego em São Paulo era algo muito desafiador: pela primeira vez, os gêmeos teriam que se separar. Adalton lembra as condições do acordo: “Você vai e, se der certo, eu vou também. Se não der, estou aqui te esperando.” Esse “contrato” entre os irmãos se repetiu mais algumas vezes. Os dois lembram, emocionados, que só foi possível que Adaylton, o irmão mais “frágil” no nascimento, saísse para desbravar novos mundos porque Adalton, o mais velho, sempre esteve na retaguarda. “Era como se eu segurasse a escada e dissesse: pode subir”, lembra Adalton.

Muitas coisas apareceram , o número de pacientes não parava de aumentar e os gêmeos se desdobravam entre as casas dos pacientes de homecare. A internação domiciliar exige muitos cuidados. A equipe é grande e os tratamentos podem levar anos. Essa característica do trabalho começou a incomodar Adaylton. A inquietude dava as caras novamente. “Como o paciente está comigo e não melhora? Por que eu não consigo melhores resultados ou resultados definitivos?” O excesso e a rigidez dos protocolos clínicos também faziam a dupla se sentir “engessada”, dizem.

Pacientes não faltavam, mas o sucesso que não era vista de forma tão clara pela dupla. “Sucesso não é só sobre dinheiro, isso você poderia conseguir até em uma mesa de apostas. Nós viemos de uma família muito simples e passamos por algumas privações, mas quando criávamos nossos brinquedos no quintal, nunca nos preocupamos em acumular dinheiro. A brincadeira sempre foi mais importante.” Os meninos de Aparecida de Taboado se viram, de repente, em uma vida sem diversão. Adaylton afirma: “Meu guarda-roupas tinha várias peças com etiqueta, eu ganhava bem, morava em São Paulo, mas não ia ao cinema, ao teatro. Trabalhava todos os dias da semana, mas o dinheiro não me proporcionava muitas coisas”.

Uma pós-graduação em neurologia foi o ponto de partida. Logo, Adaylton incentivou o irmão, que se matriculou no ano seguinte. Tempos depois, uma novidade na prática Uma pós-graduação em neurologia foi o ponto de partida. Logo, Adaylton incentivou o irmão, que se matriculou no ano seguinte. Tempos depois, uma novidade na prática clínica. Um novo curso e uma grande transformação. O curso “Leitura Biológica” e o contato com a Nova Medicina Germânica deram a certeza de que escutar a história de cada paciente era o caminho, pois ela está diretamente ligada aos sintomas que o levam a um consultório. Mas, como disse Adaylton, “a gente nunca parou”. Não é difícil prever o que aconteceu depois. Adaylton parou de dar aulas porque não conseguia mais ensinar todos os protocolos da fisioterapia tradicional: “eles não estão errados, mas não me pareciam mais suficientes, eu passei a ter muita dificuldade com as aulas”. Também não é difícil saber o que aconteceu na carreira dos irmãos: os atendimentos só aumentavam, e o sentimento de que os resultados poderiam ser melhorados, também.

O começo do Bioalinhamento


A técnica, criada a partir da experiência e dos estudos feitos pelos gêmeos, já conta com inúmeros relatos de curas e segue interessando milhares de profissionais e pacientes de todo o país.
“O Bioalinhamento é fruto do que estudamos, mas também do que somos e do que acreditamos”, aponta Adaylton. “A microfisioterapia nos abriu portas. Ao mesmo tempo, achávamos a Nova Medicina Germânica muito teórica, ainda faltava algo, queríamos dinamizar a prática clínica. Começamos a ouvir os pacientes e a ver resultados muito mais expressivos, mas vimos que não fazíamos, exatamente, microfisioterapia, porque, apesar da escuta palpatória, nós, de fato, ouvíamos e, com todos os órgãos do sentido, a história de cada indivíduo que nos procurava”, diz Adaylton. “Vimos que pacientes e colegas que conheciam a “micro” também viam algo diferente e diziam que não sabiam o que estávamos fazendo, mas achavam tudo muito bom”.
A partir do “estranhamento”, a dupla viu que tinham algo novo. Os resultados obtidos eram melhores que os de colegas com a mesma formação. Quando perguntados, os irmãos não entendem como ninguém fez atendimentos assim antes. “Para nós era tudo tão óbvio. O conhecimento estava todo lá, então, de certa forma, nós apenas organizamos e colocamos em prática”, definem.

O crescimento
Mais uma vez, o sucesso foi expressivo. Trabalhando 10 horas por dia, os profissionais viram que seria impossível suprir a demanda que já impunha uma agenda de atendimentos com viagens para todos os cantos do país. O crescimento, porém, exigia alguns cuidados. “Quando decidimos fazer os primeiros cursos, deixamos bem claro que não estávamos dando um certificado e sim uma formação”, pondera Adaylton.


Hoje, existem mais de 400 profissionais certificados. O número sobe para cerca de mil, se contarmos os que estão em formação. E todos precisam ter clareza dos princípios que norteiam a prática e a vida dos criadores do método. “Toda a nossa vida foi orientada pela seguinte pergunta: Para quê trabalhar na saúde? A nossa resposta é: para cuidar do outro”.

O Bioalinhamento não é sobre doença é sobre promover a saúde, o bem-estar, a vida e o ser humano de forma integral. Uma vida com sintomas é uma sobrevida. Acreditamos que viver é desfrutar”, diz Adaylton. Adalton completa: “o método é sobre transformar vidas e histórias. É sobre acordar com propósito, é despertar a nossa consciência para que a vida se dinamize e os sintomas sejam superados. Todo nosso trabalho na área de saúde é uma proposta. Nós não fazemos promessas. Nossa missão é convidar o paciente, de forma irrecusável, a entrar no processo. Ele precisa reconhecer em sua história, por vezes, dolorosa, os elementos que estão na origem dos sintomas e superá-los, substituir por outras vivências. Acreditamos nos estudos da neurociência, que afirmam que podemos substituir a memória provocada por uma experiência negativa, estimulando vivências positivas, para gerar novas memórias. Por isso, adoramos os pacientes céticos. Eles chegam às sessões dispostos a fazer tudo que recomendamos, para provar que estamos errados e, ao fazer tudo, obtém os melhores resultados e reconhecem a validade do método”.